PC Gusmão quer mostrar o que aprendeu com Luxemburgo

Técnico deixa para trás o rótulo de discípulo do treinador atleticano, adversário desta quinta-feira, em São Januário

PC Gusmão e Luxemburgo: juntos em clubes e na seleção

Oito anos de carreira solo ainda não foram suficientes para que a imagem de Paulo César Gusmão fosse totalmente desvinculada da de Vanderlei Luxemburgo, técnico do Atlético Mineiro e adversário desta quinta-feira. Durante muito tempo, os rótulos de pupilo e aprendiz foram atribuídos ao treinador do Vasco sempre que o nome do ex-colega de trabalho entrou em cena. Hoje, PC caminha com as próprias pernas, vive melhor fase na carreira, mas o dia em que fugirá das comparações ainda não chegou. Ele garante que não se chateia com isso, mas afirma que já conquistou seu espaço sem a sombra do mestre.

– Nunca me incomodei quando diziam que eu era aprendiz do Vanderlei. Essa comparação era positiva para mim. Sempre disse que, se conquistasse pelo menos metade do que ele conquistou, já ficaria feliz. Acho que essa ideia ficou para trás quando trabalhei nos clubes menores, fora do Sudeste. Foram trabalhos mais longos, com a minha cara – disse.

Sabatinado a respeito da relação que construiu com Luxa durante seis anos, Paulo César Gusmão manteve a sobriedade, quase com frieza, reconheceu a admiração, mas admitiu que a intimidade de antigamente ficou no passado e que, agora, os contatos são basicamente profissionais.

Quem já conviveu com os dois acredita que, ao contrário do que muitos pensam, há mais diferenças do que semelhanças entre Paulo César Gusmão e Vanderlei Luxemburgo. Antônio Mello, preparador-físico do Atlético Mineiro, foi o responsável pela união da dupla, em 1997, no Santos, e fala a respeito dos treinadores com conhecimento de causa:

– Eles não são muito parecidos. O que o PC herdou do tempo que trabalhou com o Vanderlei foi a forma de comandar os treinos, a parte didática. Mas cada um tem uma personalidade. São diferentes na hora de comandar à beira do campo.

Nesta quinta, PC promete buscar a vitória e não se apegar à antiga amizade. Ele terá a chance de mostrar que tem algo a ensinar ao antigo mestre, desesperado para tirar o Galo da zona do rebaixamento, algo que o ex-aprendiz já fez, e muito bem, pelo Vasco.

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